Especialista no combate à máfia italiana visita UPP Santa Marta

Quarta-feira, Novembro 30, 2011

(Texto: Leandro Bertholini / Fotos: Alexandre Pestana)

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A Unidade de Polícia Pacificadora do Santa Marta (UPP Santa Marta), em Botafogo, recebeu na manhã desta terça-feira (dia 29) a visita do procurador-geral de Justiça de Caltanisseta, na Itália, Roberto Scarpinato, da socióloga jurídica da Universidade de Palermo, Alessandra Dino, e do desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, Walter Maierovitch. No Rio desde segunda-feira (dia 28), onde participaram como expositores do seminário “Combate ao Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro”, as autoridades aproveitaram a oportunidade para conhecer a primeira UPP instalada no Rio e o programa de pacificação de comunidades da Secretaria de Segurança Pública (Seseg).

O comandante da UPP Santa Marta, capitão Rodrigo Andrada, mostrou as principais atividades desenvolvidas para o patrulhamento da comunidade, como o monitoramento por câmeras, policiamento de proximidade e as escalas de atividades policiais. O capitão ressaltou ainda os pontos positivos da pacificação como a chegada dos serviços essenciais legalizados – água, luz e TV a cabo – e ainda a formalização do comércio local. A geografia do Morro Santa Marta também impressionou as autoridades. Com 362 metros de altitude e encostas muito íngremes, o morro também foi o primeiro a receber o elevador do plano inclinado com cinco estações, em um percurso que dura apenas dez minutos.

Para o procurador-geral de Justiça de Caltanisseta – província na Região da Sicília – o programa de pacificação é um “belo exemplo” de retomada do poder público a uma região sem recursos, que foi dominada por criminosos durante décadas. Membro do grupo especializado antimáfia da Itália, o magistrado ressaltou a inteligência do programa e a importância das ações sociais no local. “As UPPs são um valioso passo para a cidadania. Essas famílias foram abandonadas por muitos anos e só os mecanismos jurídicos não são suficientes para construir valores morais. Sabemos que não se pode criminalizar a pobreza, portanto o trabalho e a dignidade são fundamentais nessa reforma”, ressalta Roberto Scarpinato.

ASCOM SEGEG.

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